A vida é uma densa nuvem de 

fumaça, que se esvai ao soprar

da mais tênue brisa.

                 

A morte é a prova incontestá-

vel e mais contundente da in-

significância do ser. 

           ***

Foi no passado que construí

o meu presente. Como 

esquecê-lo?

GÉRSON de A. Matos

 

 



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Atualidades VIII
Atualidades VIII

 COMENTÁRIO SOBRE O PRONUNCIAMENTO DO JUIZ SÉRGIO MORO

DIVULGADO NO "FACEBOOK", NO DIA 13 DE MARÇO DE 2016

 

O juiz tem toda razão quando declara: "Não há futuro com a corrupção sistêmica que destrói nossa democracia, nosso bem-estar econômico e nossa dignidade"... Difícil, porém, é encontrar dentre as autoridades do nosso país alguém com dignidade suficiente para fazer tal declaração. O próprio declarante não nos parece ser a pessoa indicada para fazê-la, porque, como magistrado que é, deveria ater-se ao exercício da sua função com imparcialidade, em vez de sair por aí dando conselhos a políticos para ouvirem a voz das ruas, numa clara e evidente demonstração do seu interesse por uma determinada facção partidária.

Fazer política, definitivamente, não é a função de um magistrado. Os brasileiros honestos sentimo-nos envergonhados e o mundo inteiro está perplexo com a parcialidade e a seletividade dos seus julgamentos. 

Num país onde a corrupção grassa avassaladoramente e é praticada indiscriminadamente pela maioria da população, desde a plebe até a sua aristocracia (se é que aqui existe aristocracia) uma operação como essa que a Polícia Federal denomina de "Lava Jato", não merece a mínima credibilidade, considerando-se a maneira como vem sendo conduzida. 

Essa operação denigre a imagem do nosso país, porque, ao contrário do que prega a grande imprensa, altamente comprometida com os partidos de oposição, ela não tem o escopo de combater a corrupção na sua generalidade. O seu primordial propósito − está estampado em todos os meios de comunicação alternativos − é simplesmente inviabilizar a economia brasileira, conspurcar a imagem de um governo eleito democraticamente, e de um ex-presidente que, pelos excelentes resultados da sua gestão passada, tornou-se uma ameaça aos propósitos da oposição, a qual foi derrotada nas urnas em quatro eleições consecutivas. Vale registrar que ainda faltam quase três anos para a próxima eleição presidencial. 

Não estamos aqui para defender este ou aquele partido político, mesmo porque nenhum deles merece qualquer distinção. O Brasil inteiro está ciente de que a maioria dos membros dos partidos brasileiros mais proeminentes é corrupta. Isto está bastante claro, pois eles mesmos se denunciam mutuamente sem o menor pudor e sem o devido respeito ao eleitorado e à população brasileira. Os projetos de interesse da coletividade são preteridos no Congresso Nacional. Ali, são votadas somente as matérias de interesses fisiológicos. O que interessa ao país, não diz respeito àquelas casas.

O Brasil encontra-se, por conseguinte, num beco sem saída. Os partidos de direita, que governaram o país num grande lapso de tempo, não demonstraram interesse nem competência (no sentido de capacidade) para solucionar os problemas cruciais que não são poucos e o conduziram ao fundo do poço em que se encontrava no final de 2002. 

O de esquerda, que nos primeiros oito anos de governo trouxe prosperidade, mudanças importantes de paradigmas, e projetou o país no cenário político e econômico mundial, no seu terceiro mandato esbarrou com uma oposição altamente preconceituosa, conservadora e irresponsável, que, eivada de ódio e impregnada por um obsessivo desejo de vingança, vem atravancando o progresso do país na tentativa de retornar ao poder a qualquer custo e dar continuidade ao processo interrompido de desmantelamento das empresas estatais de importância estratégica, para privatizá-las a "preço de banana", conforme ocorreu em seus mandatos anteriores.

Nesse conflito de interesses, a "Lava Jato" situa-se como pivô das crises política e econômica que assolam o país, pois, na sua seletividade, pune única e exclusivamente os corruptos do partido do Governo  e blinda, com a maior desfaçatez, os corruptos dos partidos de oposição, isentando-os dos mesmos crimes cometidos pelos primeiros, enquanto busca, ansiosa e desesperadamente, encontrar pelo menos um deslize que possa configurar-se em crime praticado pela Presidente da República e pelo ex-presidente do mesmo partido, para legitimar e perpetrar o Golpe de Estado com a consequente deposição da presidente, e prisão dos dois "supostos causadores" de todo o mal por que passa o país. 

Supondo-se que o golpe seja consumado, saem os corruptos do Governo que nos últimos doze anos pelo menos tentou salvar o Brasil da situação em que o colocaram durante os 516 anos do seu descobrimento, e retornam os corruptos da oposição. E nós, pobres brasileiros, ó...

Salvador (Ba), 13 de março de 2016

Gérson de Araújo Matos 
Um brasileiro insigne(ficante)

 

 

 

 

Gérson Matos

                      

Todos os dias, sob

todos os aspectos,

estou  cada  vez 

melhor.

            ***

Perdedor é aquele que

não sabe o que fazer

quando ganha; vencedor

é aquele que sabe o que

fazer quando perde.

 

Provérbio chinês 

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