A vida é uma densa nuvem de 

fumaça, que se esvai ao soprar

da mais tênue brisa.

                 

A morte é a prova incontestá-

vel e mais contundente da in-

significância do ser. 

           ***

Foi no passado que construí

o meu presente. Como 

esquecê-lo?

GÉRSON de A. Matos

 

 



Total de visitas: 16926
Atualidades XIV
Atualidades XIV

Comentário sobre o artigo publicado na Internet no dia 03 de janeiro de 2017 sob o título: “É UMA FÁBRICA DE TORTURA, QUE PRODUZ VIOLÊNCIA E CRIA MONSTROS, DIZ PADRE QUE VISITOU PRESÍDIO EM MANAUS”

 ...E depois reclamam da ditadura militar, porque torturava. Mas quem ela torturava? Na maioria das vezes, presos políticos, alguns jornalistas e/ou estudantes universitários mais afoitos que se insurgiam contra o regime. O cidadão comum não sofria nenhuma espécie de tortura nem de injustiça, desde que andasse na linha. E os que se desviassem dos princípios da moralidade eram punidos, mas não torturados. Sou testemunha ocular de que a justiça funcionava para o cidadão comum. E o que significava andar na linha? Ser honesto, cumprir com seus deveres de cidadão, respeitar os direitos dos seus semelhantes, fazer justiça. Não estou aqui fazendo apologia à ditadura militar, ou à violência por ela praticada, mas apenas tentando levar ao conhecimento daqueles que não vivenciaram os anos de chumbo, de que a “democracia” implantada em 1986 e que vigorou até o ano 2015, beneficiou apenas os poderosos, ou seja, as classes dominantes, aquelas que se locupletavam com as riquezas do país em detrimento da maioria da população.

Esse período que podemos denominar de falsa democracia encerrado no ano de 2015, está longe de ser considerado como uma democracia plena e benéfica, como acontece nos países democráticos sérios. Falava-se de liberdade de imprensa; falava-se de liberdade de locomoção; falava-se de liberdade de expressão. Mas, de que adiantaram essas liberdades se elas não atingiram, não beneficiaram a maioria da população do país? Aí está o âmago da questão. Como considerar democrático um regime em que a grande maioria da população vive subjugada pela pobreza, pela miséria, pela falta de educação, de ensino de qualidade, de saúde, e de outras condições básicas de sobrevivência? Continua-se falando da violência da ditadura militar. No entanto, que se pode dizer da violência que  continua assolando o país, que ameaça nossas famílias, a cada instante e em toda parte? Não há duvida de que ela é fruto da violência maior que vem de cima, a violência da supressão dos direitos dos trabalhadores e do povo em geral; a violência dos impostos escorchantes, impingidos principalmente sobre os que menos ganham; a violência da perda de dignidade pela ausência de empregos suficientes; a violência dos ínfimos salários para a grande massa de trabalhadores; a violência da insensibilidade dos governantes às causas dos menos favorecidos; a violência da polícia, assaz eficiente quando se trata de reprimir manifestações populares justas e pacíficas, mas que apresenta fragilidade no combate à violência dos poderosos; a violência causada pela degeneração das autoridades constituídas; a violência do abuso de autoridade daqueles que são regiamente remunerados para assegurarem que a justiça seja garantidora dos direitos individuais de cada cidadão; a violência da impunidade dos verdadeiros marginais; a violência, enfim, da injustiça social.

A manutenção de prisioneiros em situação promíscua e degradante é, também, uma violência, e uma forma desumana de tortura a que nem mesmo os mais empedernidos marginais deveriam ser submetidos. Mas... Que se pode fazer? É a humanidade, estes seres racionais, inteligentes, poderosos, egoístas, que dominam os mais fracos e desamparados e que se sentem injustiçados quando sofrem uma merecida, justa e exemplar punição, mas que se rejubilam quando praticam injustiças e abusos de autoridade dessa natureza. Esta, a democracia em que vivemos.

Salvador (BA), 03 de janeiro de 2017

Gérson de Araújo Matos

 

 

Gérson Matos

                      

Todos os dias, sob

todos os aspectos,

estou  cada  vez 

melhor.

            ***

Perdedor é aquele que

não sabe o que fazer

quando ganha; vencedor

é aquele que sabe o que

fazer quando perde.

 

Provérbio chinês 

topo